quarta-feira, 8 de abril de 2009

10 Maneiras para Amplificar o seu Potencial de Queima de Gordura

1. Consuma de 5 a 6 refeições por dia

O consumo de alimentos envolve a digestão da comida e absorção de nutrientes(proteínas, carboidratos e gorduras). Digestão e absorção exigem energia do corpo para serem realizados. Então, comer faz com que o corpo gaste energia para auxiliar estes processos.

O aumento no número de refeições durante o dia vai fazer com que o seu metabolismo acelere por 2 razões:

- O seu corpo será forçado a aumentar o gasto de energia devido aos repetitivos processos da digestão que ele será submetido durante o dia.

- Comer freqüentemente é percebido pelo corpo como um sinal de abundância de energia e nutrientes.

O metabolismo fica acelerado pois o corpo não vê necessidade de acumular gordura, devido as refeições freqüentes ao longo do dia. O acúmulo de gordura pode ocorrer quando uma pessoa passa mais de 3 horas sem se alimentar, após este período o corpo inicia um processo de emergência, que é justamente desacelerar o metabolismo para acumular gordura, ou seja, acumular energia para manter o seu corpo funcionando durante períodos que você fica sem comer por muito tempo.

Lembrando que você precisa comer várias vezes por dia, mas comer alimentos de verdade e não fastfood 6 vezes ao dia.

2. Consuma alimentos ricos em proteína em todas as refeições

Proteínas são essenciais para a reconstrução e manutenção do tecido muscular. A carência deste macronutriente em sua dieta pode levar a perda de massa muscular e não gordura. É vital manter uma alta ingestão de proteínas em todas as refeições, para evitar a perda de massa muscular durante o processo de perda de peso.

3. Consuma carboidratos de baixo índice glicêmico

“Índice Glicêmico” é um índice que mede a velocidade que um carboidrato é convertido em glucose pelo corpo e entra na corrente sanguínea. Quanto maior o índice glicêmico, mais rápido o carboidrato entra na corrente sanguínea.

Carboidratos que entram rapidamente na corrente sanguínea(alto índice glicêmico) são sempre os mais fáceis de digerir: açúcar, frutose, etc… Estes quando não são usados para fornecer energia, são estocados pelo corpo em forma de gordura. Já os de baixo índice glicêmico, são digeridos lentamente, dando uma sensação maior de satisfação por comida e entram na corrente sanguínea lentamente, mantendo os níveis de energia estáveis e graduais.

Exemplos de carboidratos de baixo índice glicêmico:
Aveia
Batata Doce
Pão Integral

Exemplos de carboidratos de alto índice glicêmico:

Refrigerantes
Bolos
FastFood
E qualquer produto rico em açúcar

4. Faça um treino com alta intensidade

Nada de fazer treinos especiais para perda de gordura, com pouca carga e milhões de repetições. Treine pesado e com alta intensidade.

O que determina a intensidade do treino ?

- A quantidade de peso que você consegue erguer
- O número de repetições que você consegue fazer com esse peso
- O tempo que você descansa entre uma série e outra.

Faça todos os exercícios com o máximo de carga possível(sempre mantendo a boa forma no exercício), faça entre 8 a 10 repetições dando o mínimo tempo de descanso possível. (45 segundos).

Treinando desta maneira você irá aumentar o gasto de energia de forma drástica, aumentando também a velocidade do seu metabolismo durante o dia inteiro.

5. Faça Aeróbicos

Isto é óbvio, não ? Para acelerar o processo de queima de gordura, nada melhor que aeróbicos. Com os aeróbicos, você vai queimar todo o seu estoque de glicogênio e em seguida usar a própria gordura como fonte de energia.

Qual é o aeróbico mais eficiente ?

O mais simples! Você não precisa ir para aquela aulinha de body-não-sei-o-que para queimar gordura com mais eficiência. Correr é o método mais simples e eficiente para queimar gordura. Você pode sair agora mesmo de casa e correr, não precisa pagar. A esteira da academia também é útil, mas se você fica impaciente, procure correr em um parque.

Lembre-se de respeitar o limite do seu corpo, comece correndo poucos minutos e aumente 1 minuto por dia. Caso não esteja aguentando mantenha-se no tempo e só aumente quando se sentir a vontade. Até o momento que você estiver correndo mais de 40 minutos sem problemas, então mantenha essa rotina 3 vezes por semana(segunda, quarta e sexta).

6. Se beneficie da tecnologia

Não estou falando dos aparelhos milagrosos para perder peso, se você pensou que o Ab-Toner do Polishop funcionava, me desculpe. Estou me referindo aos suplementos. Faça uso de termogênicos que são vendidos em qualquer loja de suplementos e tome muito cuidado com produtos contendo cafeína e efedrina, estes são eficientes no aumento do metabolismo mas podem ter efeitos colaterais desastrosos para algumas pessoas.

Suplementos com propriedades termogênicas, ajudam a aumentar a temperatura do corpo. Para ocorrer este aumento de temperatura o corpo tem que queimar muito mais energia, ou seja, queima de calorias sem parar.

Utilize-os sempre antes da sessão de aeróbicos e também podem ser usados antes do treino com pesos.

7. Beba Muita Água

Beber pouca água faz com que o corpo acumule líquidos para manter todos os processos que requerem água funcionando durante os períodos que você se nega um copo de água. Nossos músculos são 75% de água, o nosso corpo também. Beba muita água durante o dia, até 4 litros. Beba esta quantidade dividida no decorrer do dia, o excesso é sempre iliminado pela urina, então não adianta tomar tudo de uma vez.

8. Use Cálcio

Pesquisas científicas provaram que uma alta ingestão de cálcio acelera a queima de gordura.

Pesquisadores conseguiram provar que uma suplementação com até 800mg de cálcio por dia aumentou a queima de gordura em 15%/38% comparando-se com pessoas que tinham uma dieta pobre em cálcio e seguiam a mesma rotina.

9. Diminua o Sódio

O sódio (sal), faz com que o seu corpo retenha líquidos, ou seja, se você adora comer salgadinhos, batatas fritas bem salgadas e qualquer outro alimento deste tipo, você vai forçar o seu corpo a reter mais líquidos, ganhando aquele aspecto de inchado em seu corpo. Fique atento a quantidade de sódio dos seus alimentos e mantenha uma ingestão menor que 2000mg por dia.

10. Tenha uma boa noite de sono

Descansar é vital, independente do seu objetivo. Durante o sono o seu corpo libera um poderoso hormônio anabólico e ao mesmo tempo queimador de gordura, o Hormônio do Crescimento. Este só é liberado quando você entra em um estado de sono profundo, quanto mais tempo você tiver neste estado, mais hormônio o seu corpo secretará. Uma noite mal dormida, arruinará este processo.

Durma sempre entre 8 a 10 horas por dia.


the man



segunda-feira, 6 de abril de 2009

OS MELHORES SUPLEMENTOS ALIMENTARES PARA PRATICANTES DE MUSCULAÇÃO

Os melhores suplementos alimentares do mercado? Tenho certeza de que muitos se fazem esta pergunta, pois a cada dia temos mais opções nas prateleiras, mais promessas e, conseqüentemente, mais dúvidas.
Atualmente existem muitos produtos com eficácia comprovada, que podem trazer vários benefícios para a melhora do rendimento, e outros que apenas tornam nossa vida mais fácil, já que é muito difícil ter disposição e tempo para elaborar todas as refeições diárias. Porém, é preciso deixar claro que existem vários suplementos que não passam de promessas, ou seja, o único que irá se beneficiar será o comerciante.
Quando o assunto é queima de gordura corporal a “empurroterapia” é ainda mais comum. Deixemos bem claro que a suplementação alimentar depende exclusivamente da alimentação do indivíduo. Não é possível realizar a prescrição de um suplemento sem antes ter sido realizada uma análise minuciosa sobre a dieta, necessidades nutricionais, treinamento, dados antropométricos, etc.
Infelizmente observamos que a maior parte dos suplementos são indicados ao “pé do ouvido”, sem o devido controle sobre esses fatores. Durante um mês toma-se creatina, no mês seguinte, substitui-se a creatina por um pré-hormonal que é substituído logo depois por uma proteína em pó. Ou seja, a suplementação é realizada sem qualquer critério! Também observamos pessoas que creditam todo o sucesso a um determinado suplemento. Por exemplo: Fiquei grande tomando massa 3 milhões!......Ou Defini meu abdômen tomando CLA!....Tanto no primeiro, quanto no segundo exemplo, se realmente os objetivos foram conquistados, não foi exclusivamente devido a suplementação, e sim ao efeito sinérgico de treinamento, alimentação, suplementação e descanso. Ou você já viu alguém perder gordura tomando CLA e comendo fast food todos os dias? ....O profissional habilitado para prescrever uma suplementação alimentar correta é o nutricionista esportivo. Sem o seu auxílio, ocorrerá certamente perda de tempo e de dinheiro, pois suplementos não são nada baratos. O valor da consulta com um nutricionista muitas vezes será menor do que o valor gasto com os suplementos e, ainda assim, existem teimosos que insistem em ir pelo caminho mais pedregoso. Não podemos afirmar que determinado suplemento é o melhor, visto que cada pessoa tem suas necessidades diferenciadas. Por exemplo, para uma pessoa que não possui tempo para se alimentar no meio da manhã e no meio da tarde, o melhor suplemento poderia ser uma refeição líquida. Já para outro indivíduo que realiza tranquilamente todas as suas refeições sólidas durante o dia, a refeição líquida passaria a ser totalmente desnecessária. Irei expor alguns suplementos, que na minha opinião são os de maior valia atualmente no mercado. Eles estarão em ordem alfabética e não em ordem de prioridade, visto que esta, como já foi explicado, depende da necessidade individual.

ÁCIDOS GRAXOS ÔMEGA 3

Os ácidos graxos ômega 3 constituem uma classe especial de ácidos graxos poliinsaturados. Em geral, a ingestão adequada desse tipo de gordura está associada aos efeitos benéficos à saúde. Inclusive, são utilizados com sucesso no tratamento de várias patologias, dentre as quais podemos citar: doença cardiovascular, hipertensão arterial, diabetes melito, doenças renais, artrite reumatóide, colite ulcerativa, doença de Crohn e doença pulmonar obstrutiva. Os ácidos graxos ômega 3 podem alterar a composição da membrana muscular resultando na melhora do transporte da glicose e reduzir a degradação protéica. Observa-se ainda menor resposta inflamatória após o treinamento e maior estímulo na produção de testosterona e hormônio do crescimento. Com isso, sua ingestão dietética ou suplementação pode auxiliar no aumento da massa magra, aumento da força muscular e da potência aeróbica. Podemos obter uma ingestão adequada de ômega 3 através de peixes de águas frias e profundas, e de semente de linhaça. Caso o consumo regular destes alimentos seja inviável, recomenda-se a suplementação com uma dosagem entre 3 e 4 gramas de ácidos graxos ômega 3 diariamente.

BCAAs (Branched Chain Amino Acid)

Os BCAAs são compostos por três aminoácidos: leucina, isoleucina e valina. Estes são denominados de aminoácidos de cadeia ramificada devido a sua formação estrutural. Nossas proteínas musculares são compostas por aproximadamente 19% de BCAAs. Como os BCAAs são metabolizados no músculo e não no fígado, eles podem fornecer energia durante o exercício prolongado, e ainda evitar ou reduzir a taxa de degradação protéica endógena durante o exercício. O potencial papel da leucina no estímulo da síntese protéica e as evidências de que a administração de BCAAs possa afetar a resposta de alguns hormônios anabólicos, sugerem a hipótese do valor ergogênico da suplementação com BCAAs, no que diz respeito a uma hipertrofia muscular mais acentuada em resposta ao treinamento de força. A suplementação com BCAAs tem sido utilizada com sucesso por indivíduos em períodos de restrição calórica, como em dietas de definição muscular, por exemplo. Observa-se menor perda de tecido magro quando se suplementa a dieta com esse produto. Uma ótima dica é utilizar BCAAS logo antes da aerobiose em jejum (prática muito comum em bodybuilders de alto nível), visando evitar o catabolismo.Os BCAAs podem ser considerados como um suplemento relativamente seguro, contudo, seu excesso pode inibir a absorção de outros aminoácidos pelo organismo. Além disso, doses excessivas podem causar uma maior retenção líquida levando a um mal estar gastrintestinal. É importante ressaltar que a relação adequada entre os aminoácidos é de: 40% de Leucina; 30% de Isoleucina e 30% de Valina.

CARBOIDRATOSA

Suplementação com glicose ou outras formas de carboidratos, antes, durante e após o exercício, pode melhorar o desempenho. Milhares de estudos sobre esse assunto têm sido realizados, desde que os carboidratos foram identificados como a fonte energética mais eficiente, há mais de 70 anos. Dentre os mais usados, podemos citar a maltodextrina, que é um carboidrato complexo de rápida absorção pelo organismo, e a dextrose que é um carboidrato simples de elevado índice glicêmico. O uso desses produtos normalmente é restrito aos horários do treinamento de musculação e/ou aerobiose, mas pode-se complementar alguma refeição com maltodextrina, se necessário.Já a utilização de dextrose antes do treinamento tem causado hipoglicemia, como ação rebote em um número considerável de pessoas, sendo que outras, não apresentam essa reação. A experiência individual é importante nesse caso. Imediatamente após o treinamento, em conjunto com uma solução de proteínas de rápida absorção, o uso de dextrose tem apresentado ótimos resultados, pois ela causa um pico na liberação do hormônio anabólico insulina, otimizando a síntese protéica e ressíntese de glicogênio. Pode-se também acrescentar um pouco de maltodextrina na fórmula. A dosagem de carboidratos recomendada para se atingir um pico na liberação de insulina fica entre 70 e 90 gramas de carboidratos simples, mas isto novamente varia de acordo com o peso corporal e outros fatores individuais. Existem ainda produtos que combinam vários tipos de carboidratos e eletrólitos, tais como sódio, potássio e magnésio. Esses suplementos são indicados para atividades de alta intensidade, porém com uma duração superior à uma hora, sendo que em uma sessão de alta intensidade de musculação, com duração menor do que uma hora não se faz necessária sua utilização, ainda mais em clima ameno.

CREATINA

Este é sem dúvida um dos suplementos alimentares mais estudados pela comunidade científica nos últimos anos. A coitada já foi investigada milhões de vezes. É verdade que muitos desses estudos foram mal formulados e apenas fazem volume nas prateleiras da biblioteca de algumas Universidades. Muito se especula sobre os possíveis efeitos colaterais da suplementação de creatina, principalmente no que se refere à saúde renal. Ocorre que para indivíduos com função renal prejudicada, ela pode oferecer algum risco, mas até o presente momento, constatou-se que os rins sadios são perfeitamente capazes de eliminar o excesso de creatinina (metabólito proveniente da decomposição da creatina) em uma suplementação apropriada, desde que a hidratação diária seja eficiente. Sugere-se ainda que a creatina tenha diversas aplicações terapêuticas, tais como em populações idosas, atrofias musculares, mal de Parkinson, miopatias e algumas doenças cerebrais. No momento, o produto tem a sua comercialização proibida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária – ANVISA - muito embora seja largamente empregada sem restrições na maior parte do mundo civilizado.

GLUTAMINA

A glutamina é o aminoácido mais abundante do nosso plasma sangüíneo. É um aminoácido não essencial (produzido pelo próprio organismo), sendo sintetizado por meio da desaminação e transaminação de outros aminoácidos, especialmente os de cadeia ramificada (BCAAs). A glutamina é essencial para o crescimento e diferenciação celular. Está envolvida tanto em funções anabólicas quanto catabólicas em diversos tecidos do corpo, ou seja, nosso organismo é altamente dependente desse aminoácido. Observa-se que com o treinamento intenso e/ou prolongado, os níveis de glutamina plasmática reduzem drasticamente, podendo ficar até 50% menores, aumentando a susceptibilidade a lesões e processos inflamatórios, um pesadelo para quem objetiva ganhos musculares. Além disso, com esse decréscimo na glutamina plasmática, a susceptibilidade a infecções do trato respiratório é muito maior, principalmente em atletas com overtraining, pois o sistema imunológico é altamente dependente desse aminoácido. Tem sido demonstrado que a concentração intramuscular de glutamina é importante para o processo de síntese protéica e de glicogênio, ocasionando uma maior disponibilidade energética para os processos anabólicos. Ocorre um aumento da hidratação celular promovida pela entrada da glutamina na célula, servindo como um estímulo para a síntese e/ou inibição da degradação protéica e do glicogênio muscular, criando as condições ideais para o crescimento muscular. A suplementação com glutamina tem sido utilizada para reduzir o intenso catabolismo muscular. Este ocorre quando elevados níveis de glutamina deixam o músculo, desidratando as células. A suplementação poupa o tecido muscular que seria catabolizado para prover glutamina para outras células do corpo, permitindo assim que o tecido muscular use glutamina para sintetizar tecido muscular novo, resultando em maior hipertrofia. A glutamina também estimula a síntese de hormônio do crescimento, além de reduzir a ação catabólica do hormônio cortisol. Em períodos de restrição calórica, a suplementação com esse aminoácido é muito interessante, porque pode auxiliar na manutenção da massa magra.

HMB (hydroxy beta-methylbutyrate)

O HMB é um metabólito da leucina, produzido endogenamente em animais, sendo que nosso organismo produz cerca de 0,2 a 0,4g de HMB por dia. O HMB é metabolizado a HMG-CoA, que é utilizado para a síntese de colesterol. Ao contrário do que muitos pensam, o colesterol não é todo um mal, desde que seus níveis encontrem-se dentro dos padrões saudáveis. Esse é um tipo de lipídio fundamental para o bom funcionamento de inúmeras funções orgânicas, tais como: estruturação celular e síntese hormonal. A teoria usada para explicar a ação do HMB é que a célula muscular estressada ou danificada pode não estar apta para produzir HMG-CoA suficientemente para suportar a adequada síntese de colesterol para a função celular, incluindo o próprio funcionamento da membrana celular. Portanto, supõe-se que a suplementação com HMB auxilie no aumento da massa muscular magra. Sugere-se que esses efeitos são alcançados por meio da inibição da degradação do tecido muscular durante o exercício intenso. A dosagem efetiva, normalmente fica entre 3 – 6 gramas por dia. Sugere-se principalmente o uso de HMB para períodos específicos, tais como em dietas hipocalóricas. O suplemento pode reduzir o catabolismo, minimizando a perda de tecido magro. Mulheres tendem a apresentar um ótimo resultado com este suplemento.

MIX PROTÉICOS

Essa classe de suplementos combina vários tipos de proteínas com diferentes tempos de absorção pelo organismo, garantindo uma adequação na ingestão protéica na dieta, com baixos teores de gordura e colesterol. Estes produtos são ideais para serem consumidos em horários nos quais é necessária uma ingestão de proteínas, mas, por falta de tempo ou disponibilidade, não é possível efetuar uma refeição sólida. O maior problema envolvendo os alimentos ricos em proteínas de alto valor biológico é a dificuldade de transporte e armazenamento. Não é nada fácil ficar carregando claras de ovos, frango e peixes para cima e para baixo! Já os alimentos fonte de carboidratos não necessitam de cuidados específicos no armazenamento, sendo mais fáceis de serem transportados. Uma dica nesses casos é utilizar frutas, aveia, barra de cereais ou batata-doce, como fonte de carboidratos e complementar o teor de proteínas da refeição com o mix protéico.

ÓXIDO NÍTRICO (NO2)

Esse é o suplemento da moda. Há vários anos, a promessa eram os “massas três milhões” e, poucos anos atrás, a promessa era a creatina. No entanto, a suplementação com arginina, componente ativo do NO2, já é conhecida há muito tempo. Na década de 80, comercializava-se esse aminoácido com a promessa de estimular a liberação de hormônio do crescimento no organismo.Porém, a arginina, que é um aminoácido classificado como condicionalmente essencial, era comercializada anteriormente em sua forma simples. Atualmente, utiliza-se a arginina-alpha-keto-glutarato, pois essa combinação possui uma biodisponibilidade muito maior do que a versão original. O principal motivo do uso do NO2 é estimular a liberação de uma substância conhecida como óxido nítrico pelo organismo. O óxido nítrico estimula a vasodilatação, proporcionando uma maior absorção de nutrientes, devido ao aumento no fluxo sangüíneo. Observa-se ainda um significativo ganho de força em alguns indivíduos quando se administra o NO2. Portanto, esse suplemento pode ser interessante tanto nos períodos de ganho de massa magra quanto nos períodos em que se objetiva definição muscular.

REFEIÇÕES LÍQUIDAS

Considero essa classe de suplementos como uma das mais importantes nos dias atuais. Esses produtos proporcionam rapidez e praticidade na hora de se realizar uma refeição. Poucos são aqueles privilegiados que têm ao seu lado uma super-mãe ou uma super-namorada para preparar todas as várias refeições nutritivas a serem realizadas durante o dia. E ainda, hoje, mais do que nunca, a carga horária despendida com o trabalho, impossibilita a maioria de nós a realizar várias refeições bem elaboradas. Além desses fatores, convenhamos que algumas dessas refeições possuem sabor agradável e, devido a grande variedade de produtos existentes no mercado, podemos utilizar a refeição líquida adequada para cada indivíduo no horário que for necessário.

VITAMINAS E SAIS MINERAIS

As vitaminas possuem várias funções no corpo humano, influenciando um grande número de processos fisiológicos importantes para o exercício e para a performance. Por exemplo, muitas vitaminas do complexo B estão envolvidas no metabolismo energético, uma importante consideração durante o exercício. Algumas das vitaminas do complexo B também são fundamentais para a formação da hemoglobina, proteína fundamental para manter uma performance adequada. Já os sais minerais são essenciais para vários processos orgânicos, tais como: contração muscular, equilíbrio ácido-básico sangüíneo, condução de impulsos nervosos, transporte de oxigênio, fosforilação oxidativa, ativação enzimática, função imunológica, ação antioxidante e saúde óssea. Toda a população poderia obter as quantidades necessárias de vitaminas e sais minerais apenas por meio da dieta, porém, infelizmente, não são todos os que conseguem manter uma ótima ingestão de legumes, verduras e frutas. E ainda, no caso de atletas ou indivíduos fisicamente ativos, a suplementação com alguns desses micronutrientes pode ser necessária em alguns períodos específicos. Estudos ainda demonstram que o trabalho muscular intenso gera maiores quantidades de radicais livres de oxigênio, os quais, se não forem devidamente neutralizados, podem iniciar um processo deletério nas células e tecidos, chamado estresse oxidativo. Este pode levar à destruição de lipídios, proteínas e ácidos nucléicos, causando diminuição da performance física, fadiga muscular, estresse muscular e overtraining.Para prevenir o estresse oxidativo, o organismo apresenta um grande número de antioxidantes enzimáticos e não enzimáticos, que previnem a formação de espécies ativas de oxigênio ou até mesmo as elimina. Radicais livres são moléculas que possuem um ou mais elétrons desemparelhados em seu orbital mais externo. Essa peculiaridade química forma a base de sua toxicidade. A formação de radicais livres é absolutamente normal em indivíduos sadios, pois é inerente ao próprio consumo de oxigênio, que aproveita o potencial destrutivo dessas espécies reativas para proteger-se contra bactérias e outros microorganismos. No entanto, quando a produção de radicais livres supera os mecanismos antioxidantes, ocorre o estresse oxidativo. Antioxidantes são substâncias capazes, mesmo em concentrações relativamente baixas, de retardar ou inibir a oxidação do substrato. Podem agir bloqueando a formação de radicais livres ou interagindo com eles, tornando-os inativos. Podem também ser definidos como qualquer substância capaz de doar elétrons para o radical livre, tornando-o um composto eletricamente estável. A administração de antioxidantes, como as vitaminas C e E, podem reduzir a lesão oxidativa causada pelo exercício. Como já foi descrito, o exercício intenso aumenta o consumo de vários antioxidantes. Conseqüentemente, a suplementação dietética de antioxidantes específicos é desejável e benéfica aos atletas e indivíduos com atividade física intensa.

WHEY PROTEIN

Este é sem dúvida um dos suplementos mais utilizados em todo o Brasil. Raramente entramos em uma academia sem nos depararmos com indivíduos chacoalhando seus potes com whey protein após uma sessão de treinamento. A whey protein, além de auxiliar no processo de recuperação muscular, é considerada a proteína de melhor absorção a ser utilizada após o treinamento, período conhecido por promover um maior aproveitamento de nutrientes. Acontece que muitos acabam usando a whey protein em vão. Observamos, por exemplo, que indivíduos a utilizam em vários horários do dia. Só que esse tipo de proteína possui uma rápida absorção, ou seja, seus aminoácidos permanecem por períodos pequenos no plasma sangüíneo. Por isso, aconselha-se basicamente o uso de whey protein imediatamente antes e após o treinamento, ou pela manhã (horários em que nosso organismo necessita de proteínas rapidamente; e nos demais horários, usar proteínas com uma absorção mais gradual, como um mix de proteínas. Vale ressaltar que o uso da whey protein logo após o treinamento deve preferencialmente ser acompanhado de carboidratos, evitando com isso a utilização da proteína como fonte de energia.E os queimadores de gordura?Temos hoje vários tipos de produtos que prometem “fritar” gorduras no mercado, dentre eles podemos mencionar o CLA, a L-carnitina, produtos a base de cafeína, quitosana, garcinia, faseolamina, picolinato de cromo, chá verde, chá branco, etc. Realmente, todos eles apresentam um pequeno auxílio na utilização da gordura corporal como fonte energética, mas posso garantir que ainda não existe nada melhor para queimar gordura corporal do que uma dieta bem formulada associada a musculação e a correta aerobiose. Portanto, não crie muitas expectativas quanto a estes produtos! Vale ressaltar que eles podem realmente auxiliar o processo, mas somente se acompanhados de uma dieta e treinamento adequados. Não esperem milagres!

FERNANDO CUNHA.

O uso da contração Isotônica Negativa nos treinos para hipertrofia muscular

A menor unidade contrátil do músculo é chamada sarcômero, que contem os filamentos de actina, também chamado de filamento liso, e o filamento de miosina, chamado de filamento grosso. Nossos músculos possuem vários sarcômeros para tornar a contração muscular possível.
Para que a contração muscular ocorra o filamento grosso (miosina) se conecta ao filamento fino (actina) tracionando-o, ou seja, se conecta e puxa o filamento de actina, ocorrendo o encurtamento da fibra muscular, e assim erguendo o membro em questão (contração Isotônica Positiva).
A contração Isotônica Negativa, conhecida também como fase excêntrica da contração, onde o músculo se alonga durante o tempo em que está exercendo tensão, merece uma atenção especial durante o treino, se o objetivo for a hipertrofia muscular.
Segundo estudos esses filamentos estão constantemente realizando a contração isotônica positiva, ou seja, contração onde há encurtamento das fibras vencendo uma resistência ou carga e erguendo-a. Para essa fase da contração é gerado um estímulo para que o músculo se empenhe em apenas se contrair e erguer a carga sem se preocupar com a descida da mesma. Quando se usa à fase excêntrica da contração (isotônica negativa) o músculo recebe um estímulo diferenciado do habitual, pois além dele ter que erguer a carga ele terá que ser capaz de descê-la lentamente, e quando o músculo faz isso ocorre um grande atrito nos filamento de actina e miosina, pois eles são forçados a se desconectar aos poucos para que a carga desça de vagar, obrigando ao músculo a se empenhar ainda mais para concluir o exercício, e levando o estímulo até as fibras menores e de difícil excitabilidade, ou seja estimulando mais fibras musculares.Este princípio é aplicado no método super lento, ou super slow, onde a fase concêntrica é feita normalmente, levando aproximadamente 1 ou 2 segundos, e a fase excêntrica é feita lentamente, levando 6 ou mais segundos. Essa é uma dica para se diversificar e potencializar o treino, dar novos estímulos ao músculo e favorecer o seu desenvolvimento, então, não apenas levante grandes cargas, mas também se preocupe em dar um bom estímulo na fase excêntrica, ou negativa do movimento, que com certeza os resultados aparecerão.
Um exemplo de como usar esse método nos treino é levar 1 ou 2 segundo na fase concêntrica (suspendendo o peso) e 6 ou mais segundos na fase excêntrica (descendo o peso) em todas as repetições.
Outra forma é alternar as repetições, como por exemplo, realizar três repetições normais, depois três repetições dando mais ênfase as contrações isotônicas negativas, depois mais três repetições normais, dentro de uma mesma série. Essas são apenas duas das várias formas de incorporar esse importante estímulo em seus treinos, fique a vontade para diversificar.

FERNANDO CUNHA.

Como é a ação dos esteróides anabolizantes no corpo: do aumento dos músculos à falência dos órgãos


Esteróides anabolizantes são hormônios sintetizados em laboratórios com ação bastante semelhante à testosterona, o hormônio produzidos pelos testículos e, nas mulheres pelas glândulas supra-renais.

Sistema Nervoso:
• AÇÃO: Estimula o sistema nervoso, deixando a pessoa agitada.
• DANO: O uso constante pode alterar o humor. Alguns pesquisadores acreditam que adroga aumenta a agressividade.

Apetite:
• AÇÃO: Ocorre um aumento no apetite porque o organismo está mais acelerado.Dependendo da situação, queima mais gordura do que açúcar ou vice-versa.

Voz:
• AÇÃO: As substâncias engrossam as cordas vocais, o que torna a voz mais grave.
• DANO: A interrupção do uso faz o efeito regredir, mas a voz nunca volta a sercomo era antes.

MUSCULOS
• AÇÃO: Acelera a síntese de proteínas que formam os músculos (a miofibrila), aumentaa quantidade de fibras musculares, o que faz com que o usuário possa suportar cargasmaiores de exercícios e de peso. A droga também acelera o metabolismo e aumenta acapacidade de recuperação de tecidos. Na hora que fazemos exercícios, ocorrem lesõesmicroscópicas nos músculos. O organismo vai consertar o estrago e incorpora maisproteínas para a região, contra futuras lesões.

Coração:
• AÇÃO: Como músculo, o coração está sujeito a aumentar de tamanho pela ação doanabolizante. Mas nem por isso fica mais forte.
• DANO: Ocorre o aumento das contrações desnecessárias. É a taquicardia. Essedescontrole dos batimento pode levar a morte.

Mamas:
• AÇÃO: Parte dos anabolizantes circulantes no sangue pode ser convertida em um tipo deestrógeno, um hormônio feminino.
• DANO: O aumento do estrógeno no organismo masculino leva ao desenvolvimento demama em homens (Ginecomastia). Tomar Xantinom B12.

Sangue:
• AÇÃO: A droga mexe na composição sangüínea, aumentando a quantidade decolesterol em circulação.
• DANOS: A deposição de colesterol nas artérias favorece o surgimento de problemascirculatórios e cardíacos.

Fígado:
• DANOS: Os esteróides agem de forma semelhante ao álcool, destruindo as células dofígado. O uso prolongado de doses elevadas podem provocar um tipo de hepatite tóxica eoutros problemas, como a formação de nódulos, tumores e esteatose (degeneraçãogordurosa, a bile fica mais grossa). O efeito pode ser reversível, desde que pare a tempo.Os sinais da mudança costumam aparecer de 7 a 15 dias, complicações mais sériaspodem aparecer depois de 2 anos de uso.

Rins:
• AÇÃO: A ordem é reter água para fornecer às células a quantidade de nitrogênio exigidapara se fabricar mais massa muscular. A pessoa pára de urinar logo que a droga começa afazer efeito.
• DANOS: A retenção do líquido cria uma aparência de inchaço. O aumento daretenção de água no organismo pode levar ao aumento da pressão arterial de formaaguda, ou seja, o problema começa a aparecer repentinamente.

Desejo sexual:
• AÇÃO: Os anabolizantes tanto podem aumentar como diminuir o desejo sexual. O maiscomum é o aumento do tesão depois de 7 a 10 dias.
• DANOS: Os usuários crônicos costumam apresentar baixa libido. Embora não seja aregra. É bastante comum apresentar problemas de ereção.

Órgãos sexuais:
• AÇÃO: O uso de anabolizantes engana o organismo, que detecta altas doses detestosterona em circulação. O corpo diminui ou pára a produção de testosterona.
• DANOS: O hormônio contido nos anabolizantes é diferente do natural e, por isso, não dáconta do recado. O resultado é a diminuição ou a parada total da produção deespermatozóides.

Pressão arterial:
• AÇÃO: Com o aumento da massa muscular, o fluxo sangüíneo fica mais intenso parairrigar mais fibras.
• DANOS: Quando o aumento é lento e progressivo, o organismo se adapta, criando novas epequenas artérias para que o sangue penetre e irrigue bem os músculos. Com o crescimento acelerado, a corrente sangüínea encontra maior resistência pela frente paracircular pelos vasos capilares dos tecidos. Isso eleva a pressão arterial.

Pêlos e cabelos:
• AÇÃO: Os anabolizantes funcionam como combustível para a raiz dos pêlos no púbis enas axilas.
• DANO: Embora estimule o crescimento de pêlos, os anabolizantes apressam a queda doscabelos em pessoas com tendências hereditária à calvície.

Tendões:
• DANOS: Os tendões (amarras que ligam os músculos aos ossos), demoram mais tempopara se fortalecer sob a ação dos anabolizantes do que músculos. A desproporção entremúsculos e tendões pode facilitar a ocorrência de inflamações, como tendinite. Ninguémsabe ao certo o porquê, mas o ex-usuário da droga fica mais sujeito a cãibras econtraturas musculares.

Ossos:
• AÇÃO: A droga pode acelerar o crescimento. Para alguns adultos, o esteróide temindicação médica contra a osteoporose (fragilização dos ossos).
• DANOS: O uso descontrolado muito provavelmente levará ao bloqueio do crescimentoem jovens usuários.

Pele:
• AÇÃO: As glândulas sebáceas são estimuladas e passam a produzir maiores quantidadesda secreção que lubrifica e protege a pele.
• DANOS: Depois de 7 a 15 dias de uso, há surgimento de espinhas no rosto, no peito e nascostas. A pele fica mais espessa.

FERNANDO CUNHA.

terça-feira, 31 de março de 2009

Oito alimentos que você deve comer todos os dias

Espinafre
É rico em Ômega-3 e folatos, que ajudam a reduzir o risco de doenças cardíacas, derrame e osteoporose. Folatos também aumentam o fluxo de sangue, o que pode ajudar a prevenir problemas sexuais relacionados ao avanço da idade. O espinafre ainda possui luteína, que ajuda a prevenir a degeneração macular, um problema da retina que afeta principalmente os idosos. Quanto ingerir por dia: 1 xícara de espinafre fresco ou ½ xícara da verdura cozida. Você pode substituir por: Couve ou alface romana. Dicas: Use espinafre nas saladas, nos ovos mexidos, sobre a pizza e em molhos para massa.

Iogurte
O iogurte tem mais de dois mil anos e ninguém sabe ao certo onde foi criado. O que se tem certeza é que a fermentação do leite origina milhões de probióticos – bactérias benéficas que ajudam a fortalecer o sistema imunológico e protegem do câncer de cólon. Nem todos os iogurtes contêm probióticos, por isso certifique-se lendo seus rótulos. Quanto ingerir por dia: 1 xícara. Você pode substituir por: Iogurte de leite de soja e Kefir (bebida fermentada por mais de quarenta tipos diferentes de microorganismos, incluindo as leveduras). Dicas: Coma iogurte com blueberries, nozes, semente de linhaça e mel no café-da-manhã ou na sobremesa.

Tomate
Há duas coisas de que você precisa saber sobre os tomates: a sua coloração vermelha carrega um antioxidante chamado licopeno, uma substância que é absorvida com mais facilidade quando o tomate é processado, em molho ou catchup. Uma dieta rica em licopeno pode diminuir o risco de câncer na bexiga, pulmão, próstata, pele e estômago, além de reduzir problemas na artéria coronária. Quanto ingerir por dia: 22mg de licopeno, presente em oito tomates cereja ou um copo de suco de tomate. Você pode substituir por: Melancia, uvas rosadas, mamão, caqui japonês e goiaba. Dicas: Coma bastante catchup, gazpacho (uma sopa gelada espanhola) e sempre use o dobro de tomate que as receitas pedem.

Cenoura
A maioria das frutas e legumes vermelhos, amarelos ou laranja é rica em carotenóides – substâncias solúveis em gordura associadas à redução de vários tipos de câncer e à inflamação comum a pacientes que sofrem de asma e artrite reumatóide. Nenhum deles, porém, é tão fácil de preparar e tem tão poucas calorias quanto as cenouras. Quanto ingerir por dia: ½ xícara. Você pode substituir por: Batata doce, abóbora, pimentão amarelo e manga. Dicas: Aumente a ingestão de cenouras baby cruas, fatias de pimentão amarelo, sopa de abóbora, batata doce assada, torta de abóbora, sorbet de manga e bolo de cenoura.

Blueberry
Não é fácil encontrar blueberries frescas no Brasil, mas alguns supermercados oferecem esta fruta congelada. Ela possui mais antioxidantes do que qualquer outra fruta originária da América do Norte. Previne câncer, diabetes e doenças neurológicas relacionadas à idade. Por isso, recebeu o apelido de “brain berry”, que seria algo como “frutinha do cérebro”. Alguns estudos mostraram que elas são ricas em fibras e vitaminas A e C, que ajudam no bom funcionamento do sistema cardiovascular. Quanto ingerir por dia: 1 xícara da fruta fresca ou ½ xícara dela congelada ou seca. Você pode substituir por: Açaí, uvas roxas, morango, ameixa e uva passa. Dicas: As propriedade da blueberry são mantidas na fruta seca, congelada ou em forma de geléia.

Feijão preto
Todos os feijões são bons para o coração, mas nenhum melhora tanto a capacidade quanto o preto. Isso porque esse tipo de feijão contém antocianina, substância antioxidante que já comprovou ter efeitos positivos sobre o funcionamento do cérebro. Quanto ingerir por dia: ½ xícara oferece 8g de proteínas e 7,5g de fibras. Você pode substituir por: Lentilha, fava, ervilha e outros feijões. Dicas: Use feijões pretos para fazer burritos e chilli. Com 1 xícara de feijões pretos cozidos, azeite de oliva e alho frito você faz um delicioso molho para aperitivo.

Nozes
Ricas em Ômega-3, as nozes possuem mais polifenóis que o vinho tinto e mais proteínas que a carne de frango. Outras sementes combinam apenas uma ou duas dessas propriedades. Quanto ingerir por dia: 7 nozes. Você pode substituir por: Amêndoas, amendoim, pistache, macadâmia e avelã. Dicas: Comer nozes é bom a qualquer momento, e melhor ainda quando você sentir vontade de ingerir guloseimas. Sobre a salada, espalhe nozes quebradas. Você também pode temperar peixes ou frangos com um molho feito de nozes e azeite.

Aveia
Entre os alimentos saudáveis, a aveia foi o primeiro a ganhar a aprovação do Food and Drug Administration, equivalente à Anvisa nos Estados Unidos. Ela é rica em fibras solúveis, que diminuem o risco de doenças do coração. Além disso, é rica em proteínas e carboidratos. Quanto ingerir por dia: ½ xícara. Você pode substituir por: Quinua, sementes de linhaça e arroz selvagem. Dicas: Granola e cereais integrais têm pelo menos 5g de fibra por porção. Espalhe duas colheres de sopa de sementes de linhaça sobre o cereal, salada e iogurte.

Fernando Cunha.

domingo, 29 de março de 2009

Queimando gordura com eficiência

Ao tratarmos do tema: treinamento específico para queimar gordura, é preciso lembrar, de início, que ainda existem muitas dúvidas entre as pessoas que praticam atividade física. Podemos afirmar que sem uma dieta adequada, não há uma queima de gordura satisfatória em termos de perda de peso, pois de nada adianta treinar corretamente e depois ir para algum fast-food se encher de batatas fritas, doces e refrigerantes e ainda por cima esperar um milagre. Pior do que isso é pessoa sair por aí falando mal dos professores e da academia onde treina, porque não estava perdendo peso. Qual é o sujeito que não gostaria de ter um físico musculoso e com pouca gordura não é mesmo? Atualmente, a maioria das pessoas almeja este tipo estético e vão para as academias em busca do seu corpo perfeito. Pois bem, só que é freqüente essas pessoas começarem a realizar uma dieta e um programa específico para a perda de gordura e pronto, o sujeito começa a fazer um monte de exercício aeróbico além de fazer absurdos com a dieta, o que tenderá a acarretar uma perda significativa de volume muscular e pior, tal fato leva o praticante a desistir da dieta e dos treinamentos específicos para essa finalidade. Acontece que o nosso corpo não foi feito para utilizar gordura como fonte primária de energia, muito pelo contrário. Biologicamente e antropologicamente falando, esse processo já data alguns milhares de anos e ocorre como uma espécie de instinto de sobrevivência, e a gordura será mesmo preservada pelo nosso organismo. Num exercício aeróbico normal seus estoques de glicogênio estão em alta, então, seu organismo utilizará como fonte primária de energia esse glicogênio disponível nas fontes musculares e hepática, seguido pela queima da proteína muscular, e aí sim a tão desejada gordura. Ao contrário do que alguns profissionais e estudos costumam afirmar, ao dizerem que a primeira fonte energética é o carboidrato, a segunda a gordura e a terceira a proteína muscular. Se fosse assim tão difícil queimar proteína muscular, todo mundo ficava grande e seco e não seriam necessários o uso dos BCAAs, glutamina e outros suplementos anticatabólicos numa dieta para definição. Teríamos assim, o prazer de ver vários atletas se consagrando com baixos gastos em dieta e suplementação, o que na prática não condiz com a realidade. Para o nosso corpo começar a queimar gordura como fonte primária num exercício aeróbico convencional são necessários, basicamente, 20 minutos dessa atividade para seu corpo chegar nesse estágio, portanto não seria tão indicado para as pessoas que almejam certo volume e definição muscular, pois além de queimar muita massa magra, a pessoa tende por fadigar seus membros locomotores, já que só após esse período inicial é que o metabolismo orgânico começa a queimar gordura de verdade. Então, com seu organismo utilizando como fonte primária o glicogênio e proteína muscular, consideramos impróprio ou menos produtivo esse tipo de atividade física, para quem quer perder gordura e minimizar o catabolismo! Mas, mesmo assim o praticante ainda insiste em correr ou caminhar com o bucho cheio de carbo e o glicogênio lá em cima! Qual será o resultado? Muito catabolismo muscular e pouca perda de gordura em comparação com a perda total! O que fazer, então, para maximizar a queima da gordura e minimizar o catabolismo muscular em termos de treinamento aeróbico? Bom, esta é uma pratica simples e que não tem muito segredo, é o exercício aeróbico realizado de manhã cedo em jejum. Em jejum? Como assim?! Isso não vai perder mais massa muscular ainda?! Muito pelo contrário, caro leitor, ao realizar atividade aeróbia em jejum, você irá manipular o treinamento de uma forma em que você obrigará o seu organismo a utilizar a gordura como fonte primária de energia, e o melhor, com catabolismo em quase zero! Mas como isso ocorre? O período em que acordamos é um período precioso do dia, ou seja, após ficarmos por muito tempo sem comer nada propicia-se um ambiente muito favorável para queima de gordura, pois com a caminhada moderada nessas condições seus estoques de glicogênio estão em baixa, e seu corpo será obrigado a utilizar a gordura como fonte primária de energia. Muitos “profissionais”, Phds e Mestres questionaram nossas afirmações, inclusive na pós-graduação que cursamos. Acharam um absurdo que se utilize esse tipo de prática com nossos clientes, alegando que esse procedimento não é eficiente e ainda por cima perigoso. Em nossa opinião, para esses profissionais até o fato de você respirar dentro da academia pode ser perigoso, eles tratam seus alunos como adolescentes inconseqüentes e para alguns chegam a afirmar que até o agachamento ou o terra fazem mal para a saúde, que podem te deixar paraplégico e coisa do tipo. Pelo fato de que não existia nenhuma comprovação científica desta prática, eles não recomendavam a ninguém. Mesmo com nossas alegações, dizendo que isso tem sido utilizado com sucesso no mundo todo por atletas de competição e pessoas que almejam um físico mais definido e atraente, eles diziam que não existiam fatos que comprovassem, ou seja, dados científicos. Não obstante, recentemente a ciência comprovou a eficácia dessa prática, através de um estudo sério e muito detalhado e publicado no Journal Applied of Physiology, concluindo que esta é a melhor prática para queima de gordura enquanto se perde o mínimo de massa muscular. Infelizmente, para alguns dos cientistas retratados anteriormente, se não existe uma comprovação dada pela ciência eles não acreditam, e pronto! Mas em se tratando de treinamento de musculação com pesos, o assunto não deveria ser visto de maneira tão extrema. Será que eles não sabem que a ciência só está comprovando agora o que os culturistas já sabem desde a década de 1970? De certa maneira, chega a ser revoltante tamanho recalque e arrogância da parte desses profissionais da área médica e da saúde. Muitos deles sequer puxaram algum peso na vida e querem ser os deuses do olímpo, defendendo com unhas e dentes suas teorias “científicas”, muitas vezes mirabolantes e quase sempre feitas por ratos maratonistas, fato que não se aplica a quem treina com pesos, onde existem muitas diferenças e peculiaridades, portanto inconclusivos. Voltando ao assunto do exercício, muitos ainda se perguntam: mas as calorias queimadas nesse exercício não serão as mesmas que em qualquer outro horário do dia? Realmente, mas não importa muito quantas calorias foram em si consumidas, mas sim de onde provêm essas calorias, que no caso do jejum serão em muito maior escala recrutadas da gordura, pois os níveis de glicogênio estão bem baixos, como já abordamos anteriormente. Ao acordar, antes de começar a atividade, recomendamos que se tome 500ml de água para quebrar o jejum total e evitar uma excessiva degradação das proteínas contrácteis (catabolismo). Se quiser, ainda, maximizar mais os efeitos benéficos do exercício, ao invés da água tomem 200ml de café preto com pouco adoçante ou de preferência sem nada, puro mesmo. O café servirá como um potente termogênico e maximizará os resultados. Alguns profissionais que utilizam essa prática orientam seus clientes a utilizarem a glutamina em conjunto com o café, porém não é do meu agrado esta prática, pois a glutamina é um aminoácido e as chances do corpo utilizar este como fonte energética no lugar da gordura é grande e pode atrapalhar o processo. Quanto ao treino, recomenda-se que a atividade seja realizada com média de 30 a 45 minutos de duração. Procure realizá-los 3 vezes por semana em dias alternados, e poderá verificar um efeito surpreendente em sua composição corporal já nas 2 primeiras semanas. Para iniciantes, se essa prática for realizada de forma brusca pode causar severa hipoglicemia. Dessa maneira, recomendamos que se procure um bom personal trainner ou realizem a atividade com prudência, começando com menos tempo, algo em torno de 10 minutos na primeira semana e gradativamente subir o tempo de atividade para 15, 20, 30 minutos, até chegar no tempo recomendado logo acima. Aos diabéticos, recomenda-se realizar esta atividade apenas com a supervisão de um personal trainner e com autorização médica, pois dependendo do caso poderá haver algumas restrições. A individualidade biológica deve ser respeitada a todo custo, portanto consulte um profissional da saúde para verificar se não existem restrições quanto a essa prática. Outra recomendação que fazemos é para que se ande com algum tipo de doce no bolso, pois caso houver tonturas pode ser um sinal da hipoglicemia chegando, e com esse doce em mãos o problema estará rapidamente sanado. Caso isso aconteça, pare com a caminhada imediatamente. O exercício deve ser feito com velocidade de moderada a baixa, pois só assim seu corpo irá mesmo recrutar a gordura como combustível principal. Se por acaso o mesmo for feito rapidamente, nada de queima de gordura! Como o glicogênio está em baixa, realizando a atividade de uma forma que você fique ofegante de imediato, você irá ultrapassar seu limiar aeróbico e será a sua sagrada musculatura que irá embora, ou seja, será canibalizada. Então, fiquem espertos! Chegando em casa tome mais água! Terminada a caminhada, ainda é necessário que não se tome o café da manhã antes de passados mais 30 minutos, pois nesse período seu corpo ainda estará queimando bastante gordura. Esse tempo é suficiente para você ir ao banheiro fazer suas necessidades e tomar um banho com tranqüilidade. Vale lembrar, ainda, que de nada adiantará você fazer caminhada em jejum, se tiver o hábito de acordar de madrugada para assaltar a geladeira. Outro horário muito semelhante ao jejum e favorável na queima de gordura é após a sessão de musculação, pois após um treino intenso, seus níveis de glicogênio estão bem baixos, o que facilitará a queima da gordura. Quinze a vinte minutos de ciclo ergômetro ou esteira fora o dia de treino de pernas são suficientes para essa fase. Recomendamos que se durma pelo menos de 6 a 8 horas por dia. A utilização de Whey Protein no café da manhã, como fonte de proteína de rápida absorção em conjunto com uma glutamina poderá ser uma ótima escolha. Nessa hora, se estiver de dieta para algum campeonato ou se preparando para o verão, nada de muita malto, utilize em conjunto algum carboidrato de baixo índice glicêmico como aveia, pois o uso do carboidrato de alto índice glicêmico vai elevar bruscamente a insulina, que por sua vez bloqueará imediatamente a lipólise, que é a queima de gordura. Se o seu whey for isolado utilize apenas uma ou duas colheres de malto. Em nossa experiência pessoal, fazemos uso de um shake composto por 30g de proteína de whey protein + 25g de proteína de mix protéico + 5g de glutamina + 20g de malto + 50g de aveia. Nesse momento, ingerimos 4 comprimidos de BCAAs + 1 Vita C de 500mg + 1 comprimido de Complexo B, todos em jejum, antes de administrar esse shake, para uma melhor absorção das vitaminas. Com tudo isso você não passará fome pelas próximas 2/3 horas. Caso não seja possível o uso destes suplementos tente apenas conseguir o whey que já estará de bom tamanho, mas ai você terá de comer em conjunto uma refeição sólida como pão integral com ricota. Neste composto recomendado os BCAAs servem para evitar que o whey seja utilizado como fonte de energia, a Vita C servirá para bloquear o cortisol, que é um hormônio altamente catabólico e o Complexo B que além de aumentar a síntese protéica junto com o Whey é de fundamental importância no processo da queima da gordura.

segunda-feira, 23 de março de 2009

-7 dicas de Nutrição para o crescimento muscular!-

A testosterona é o hormônio masculino, que estimula o crescimento muscular. Os níveis variam de pessoa para pessoa, tal como acontece com as taxas metabólicas.Assim como alguns indivíduos são dotados com uma taxa metabólica mais rápida, alguns bodybuilders naturalmente têm maiores quantidades de testosterona do que outros. Tendo em mente que você tem de estimular totalmente os músculos para o crescimento, e depois têm de permitir-lhes a oportunidade de se recuperar, porque é nesta fase que crescimento ocorre. Siga estes sete conselhos fundamentais para maximizar os níveis hormonais anabolizantes da testosterona.

[1] - Não economize nas carnes Pesquisas mostram que, ao contrário de uma dieta rica em carne, uma dieta vegetariana pode causar uma queda de testosterona, e que uma dieta mais elevada em gordura promove níveis mais elevados de testosterona do que uma dieta baixa em gorduras. A carne contém colesterol, um precursor de muitos hormônios, incluindo a testosterona. Carne vermelha é rico em zinco, que é um importar mineral para estimular a testosterona. Inclua na sua dieta bife, carne moída magra ou carne assada em pelo menos duas de seus cinco ou seis refeições diárias para manter níveis de testosterona.

[2] - Carbos após treino. Você deve estar ciente de que sua refeição pós treino deve ser abundante em carbos simples- cerca de 5 a 6 gramas (g) por quilo de peso corporal. Isso ajudará a estimular a insulina, um hormônio que propicia o seu metabolismo da construção muscular. A razão para o consumo de carbos simples no pós treino é que a liberação de insulina , propicia um ambiente hormonal que suprime o cortisol , um hormônio que destrói o músculo fazendo que seu metabolismo entre em condiçoes catabólicas que bloqueia o estado anabólico. Elevados níveis de cortisol não só destroem o tecido muscular, mas também diminui a testosterona. A ingestão adequada de carbos no pós treino pode ajudar a evitar níveis altos de cortisol , ajudando o recuperação dos níveis de testosterona.

[3] - Consumir Proteínas do SORO do leite ( whey ) com glutamina antes da atividade física. Soro de leite ( whey ) é uma proteína fácil de digerir e é rica em aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs). Estudos mostram que consumir BCAAs antes da atividade física ajuda a manter a endurance e os níveis de testosterona. Em termos práticos, 20 g de Whey fornecem cerca de 7 gramas de BCAAs e adicionada de 5 g de glutamina ajudara a manter controlados a relação cortisol/ testosterona. Associe a Proteína do soro ( Whey) e glutamina com uma pequena quantidade de carbos de liberação lenta como a farinha de aveia e misture com água e complemente com outros carbos de queima lenta como batata doce, pão de centeio ou batata yacon. Consuma esta refeição cerca de 40 minutos antes do treinamento.

[4] - Suplemente com ( phosphatidilserine ) PS Phosphatidylserine (PS) é um suplemento derivado principalmente da soja. A PS e outros fosfolípides são encontradas na membrana celular. A PS tem mostrado reduzir a elevação cortisol durante o exercício, promovendo a homeostase do organismo e preservando a integridade das proteínas das membranas celulares. Tome 800 miligramas (mg) dia, antes dos treinos pesados para ajudar a controlar os seus níveis cortisol. Mais uma vez, mantendo baixo os níveis de cortisol fará com que você mantenha níveis mais elevados de testosterona.

[5] - Optimize a ingestão de VITAMINA C Suco de laranja é uma fonte de carboidratos simples ideal para sua refeição pós treino, e é também uma excelente fonte de vitamina C. Porem você pode optimizar ainda mais se suplementar com mais vitamina C. Uma pesquisa demonstrou que ao suplementar com Vitamina C poderá ajudar a reduzir ainda mais os níveis de cortisol. Tome pelo menos 500 mg de vitamina C no período da manhã com a sua primeira refeição, e 500 mg no final da tarde com a sua terceira ou quarta refeição. Dessa forma você ira minimizar os picos basais de liberação do cortisol do seu organismo.

[6] - Não treinar excessivamente. Você sabe se esta entrando em overtraining? Se você seguir uma dieta de alto teor calórico, que inclui pelo menos duas gramas de proteína por quilo de peso corporal por dia e mesmo assim você ainda não conseguem crescer, as chances são que você esteja em overtraining são grandes. Se no seu treinamento você realiza sempre muito longas por mais de uma hora , provavelmente você terá altos níveis de cortisol circulante. Isso, por sua vez, reduzirá a testosterona, dificultando o crescimento máximo que você esta tentando alcançar. Pode até ser difícil de aceitar, mas você precisa de mais descanso , e treinar séries mais intensas porém menos repetitivas , ou seja , reduza o tempo total de treinamento . Se você fizer isso, você começará a notar ganhos em massa e melhorar a vascularização. Tudo isso acontece quando você consegui diminuir o cortisol! Dessa forma aumentará os níveis de testosterona circulante.

[7] - Evite fazer exercícios Aeróbicos. Primeiramente preciso repetir o que todos os bodybuilders já sabem : Exercício aeróbio reduz testosterona. Quando se trata de reduzir a gordura corporal , a aeróbica é de extrema importância. Mas quando se trata de acrescentar massa muscular, porém, aeróbica pode funcionar exatamente contra. Mesmo se você estiver executando apenas quantidades moderadas de aeróbica , isso potenciará a fadiga e até o overtraining , e embas estas condições vão interferir no crescimento muscular por impulsionar a produção de cortisol, o qual por sua vez suprimira os níveis de testosterona.

OBS.: É isso aí Porco, algumas dicas aí são importantes para nosso treinamento....

Fernando Cunha.

domingo, 22 de março de 2009

Cálculo de Necessidades Calóricas

A primeira necessidade em uma dieta é estimar nossa necessidade calórica diária. Tal valor irá diferir entre
diversos indivíduos, mesmo que eles tenham o mesmo peso e massa muscular.
Para começar devemos calcular nosso metabolismo basal.
Existem várias maneiras de se determinar esse valor. Vou adotar aqui a equação de Harris Benedict1, usada na
medicina desde 1919. Essa equação foi proposta por dois pesquisadores no início do século, após diversos
estudos sobre o metabolismo basal humano conduzidos no Laboratório Nutricional do Instituto Carnegie de
Washington. Uma revisão foi feita em 1998 por David C. Frankenfield2.

Para homens:
B.E.E. = 66,5 + ( 13,75 x W ) + ( 5.003 x H ) - ( 6.775 x A )

Para mulheres:
B.E.E. = 655,1 + ( 9,563 x W ) + ( 1,850 x H ) - ( 4,676 x A )

Aonde:
B.E.E. = basal energy expenditure ( gasto energético basal )
W = peso em quilogramas
H = altura em centímetros
A = idade em anos

A principal falha nessa equação será o fato de que ela foi feita com base no homem normal ( 15% de gordura
para homens e 20% para mulheres ), não em indivíduos com elevada massa muscular e/ou reduzido percentual
de gordura. Mas é um excelente parâmetro para começarmos.
De fato, um interessante estudo foi feito comparando o gasto calórico de 24 homens de aproximadamente 100
quilos, dividido em dois grupos, sendo que o primeiro apresentava a média percentual de gordura em 24% e o
segundo em 8%. Nesse estudo achou-se um gasto calórico 40% maior no repouso e 14% maior no exercício
para o segundo grupo3.
Agora vamos passar ao cálculo das necessidades advindas das atividades físicas diárias. Para isso vamos criar
um Fator de Atividade ( FA ). A próxima tabela nos ajuda a calcular esse FA4:

Mulher | Homem | Atividade
1,2 | 1,2 | Dia a dia muito sedentário - Nenhuma atividade física programada
1,3 | 1,3 | Dia a dia movimentado s/ atividade física programada ou Atividade Física Programada ( 30min leve )
1,3 | 1,4 | Dia a dia movimentado e atividade física leve programada. Ou Atividade Física Moderada
1,45 | 1,5 | Dia a dia movimentado e atividade física moderada Ou Atividade física forte
1,5 | 1,6 | Dia a dia movimentado e atividade física forte Ou Atividade física intensa
1,7 | 1,8 | Dia a dia movimentado e atividade física intensa

Lembremos que esses são somente valores de referência, podendo o FA ser bem maior do que este para um
atleta competitivo ou um trabalhador braçal.

Por fim, deveremos calcular o gasto necessário para fazermos a digestão daquilo que ingerimos. Devemos
lembrar que o gasto necessário para a digestão de 1 grama de proteína é maior do que para o de 1 grama de
carboidratos e que, por sua vez, é maior do que o para 1 grama de gordura.
Para simplificar, vamos seguir um método bem aceito por especialistas em nutrição, que é acrescentar ao valor
encontrado até agora 10%.

A equação completa para um homem então ficará assim:

Necessidade Calórica Total = {[66,5 + ( 13,75 x W ) + ( 5,003 x H ) - ( 6,775 x A )] x FA}x 1,1

Exemplo Prático:
Thiago
85 quilos
1,70m
22 anos
FA = 1,5

NCT = {[66,5 + ( 13,75 x 85 ) + ( 5,003 x 170 ) - ( 6,775 x 22 )] x 1,5 } x 1,1
{[66,5 + 1168,75 + 850,5 - 149,5] x 1,5 } x 1,1
{ 1936 x 1,5 } x 1,1
2904 x 1,1
3194,4

ESTIMATIVA DO METABOLISMO BASAL NA PRÁTICA

Posteriormente, principalmente para aqueles que tem objetivos mais complexos, é adequado fazer uma predição
dos valores metabólicos basais mais acurada. Isto também é verdadeiro para os que se afastam do
homem/mulher padrão, como maior quantidade de massa muscular e/ou menor quantidade de gordura. E
devemos lembrar que a eficácia da equação de Harris Bendict só é boa quando monitorada de perto e ajustada
à necessidades pessoais.
Vamos então à um cálculo prático que irá personalizar nosso BEE.
Primeiramente devemos estabelecer nosso metabolismo basal segundo a equação de Harris-Benedict. Usaremos
esses valores e o FA para determinar nosso consumo calórico total. Utilizaremos esse valor por uma semana, e
deveremos regulá-lo afim de manter o mesmo peso ao longo das semanas subseqüentes. Atingido um valor que
mantenha o peso estável, procederemos da seguinte maneira:
1. Dividiremos o consumo diário de cada dia pelo seu valor de seu FA:

(3200/1,6) + (3500/1,7) + (3000/1,5)+(2580/1,3)+(3250/1,6)+(2280/1,2)+(2600/1,2)

2000+2058+2000+1984+2031+1900+2166

14139

2. Então dividimos esse valor pelo número de dias:

14139/7

2019,8

Determinado o BEE poderemos regular nossa ingestão a partir desse valor.


Estratégias de Dieta


O maior segredo da dieta daqueles que atingem o corpo que sempre almejaram chama-se disciplina. A maioria
de nós sabe os princípios básicos para a montagem de uma boa dieta, e o fator disciplina é o que determinará
nosso sucesso.
Algumas regras podem nos ajudar à atingir uma dieta perfeita, se tivermos disciplina para segui-las. Vamos à
elas:

1. Esteja em déficit calórico, ou seja, ingira menos calorias do que vc gasta todo dia. Ainda que existam inúmeras
dúvidas em relação à regimes, o balanço calórico é, inquestionavelmente, o fator mais importante no
ganho/perda de peso. A utilidade dos exercícios aeróbicos moderados para perder peso é aumentar a
quantidade de calorias gastas para não ser preciso reduzir tanto as ingeridas;
2. divida sua ingestão calórica em 5 ou mais refeições ao longo do dia, isso irá garantir níveis de açúcar
regulares no sangue, que por sua vez não somente ajudam no emagrecimento como na boa saúde, melhorando
a sensibilidade à insulina e evitando "cravings" (desejos, impulsos) por comida; garantir aportes constantes de
proteína para suportar o crescimento e recuperação muscular e diminuir a produção de enzimas que armazenam
gordura, já que o corpo bem constantemente alimentado não verá necessidade de se precaver para períodos de
falta de nutrientes;
3. mantenha uma divisão de macronutrientes razoável. Diversas proporções diferentes de macronutrientes já
foram propostas. A meu ver, algo que se aproxime da regra 1-2-3 é a melhor abordagem. Lembrando que a
regra 1-2-3 significa uma parte de gordura para duas de proteína para três de carboidratos, algo como 16%
gordura, 32% proteína e 50% de carbos. Em dietas um pouco mais restritivas devemos diminuir a parte da
gordura ( evitando cair para menos que 10% da dieta ) e dos carboidratos. Deve-se sempre tentar manter o
nível protéico em 2g/kg de massa corporal. Algumas pessoas se adaptam melhor, no entanto, a dietas com maior
percentual de gordura. Para essas, é necessário lembra que os carboidratos devem ser mantidos baixos com
ingestão alta de lipídios, algo como a troca na regra 1,2,3 de lugar entre glicídios e lipidios. É válido também
variar dias com alta ingestão de gordura e dias com alta ingestão de carboidratos, mantendo um nível constante
e alto de proteínas;
4. Coma pensando no futuro, não no passado. Isto é, divida as calorias ao longo do dia pensando nas
atividades que você fará após a refeição, e não antes. Desse modo, não se prenda à seis refeições isocalóricas,
e sim à refeições que vão suprir suas necessidades nas horas posteriores à ela, até a próxima refeição. Não
coma pelo que vc já fez, e sim pelo que ainda irá fazer. Ajuste principalmente os carboidratos dessa maneira,
manténdo um aporte protéico um pouco mais regular ao longo do dia. Lembre-se que na refeição pós treino,
uma das atividades a ser feitas posteriormente à ela é a reposição do glicogênio muscular.
5. Evite combinações que favorecem o acúmulo de gordura, como carboidratos + gordura. Caso esteja comendo
uma quantidade grande de um desses macronutrientes, evite ingerir mais que 10g do outro. Isto é, tchau açai,
sushi, hamburguer com pão, hot dog, feijoada, etc.
6. mantenha
os níveis de açúcar constantes ao longo do dia. Juntamente com a divisão em cinco ou mais refeições, evitar
picos de insulina pós-refeição é importante para evitar acumulo de gordura. Isso se faz evitando carboidratos de
alto índice glicêmico e evitar ingerir combinações de alimentos que não contenham proteína. Devemos lembrar
que o índice glicêmico pode ser modificado fazendo combinações. Desse modo, o IG do arroz branco cozido é
alto, mas reduz-se bastante se ingerido junto com feijão e peito de peru;
7. Evite a prática da compensação. Ou seja, evite comer demais em um dia, e muito pouco no outro. Lembre-se
que o corpo não decide se vai engordar ou emagrecer fazendo a soma calórica de tudo no final da semana, mas
sim reagindo simultaneamente a estímulos alimentares. Desse modo, é irracional abusar no final de semana,
quando não treinamos, e comer pouco durante a semana, quando treinamos. Um dia vc vai ganhar meio quilo,
sendo 490g de gordura e 10g de músculos, e no outro vc perde 500g, sendo 420g de gordura e 80g de
músculos ( valores, logicamente, hipotéticos ). Não é preciso muita matemática para prever a tragédia de uma
rotina como essa.
8. Evite rotinas monótonas de alimentação. Fuja da rotina que pode ser um fator a mais estressante na dieta.
Além disso, vários "gurus" dizem que ao se variar a ingestão calórica está se enganando o corpo, levando-o a
não diminuir a taxa de metabolismo tão rapidamente.
9. Use compostos vitaminicos e suplementos alimentares. A situação ideal em se tratando de dieta é conseguir
todos os nutrientes e vitaminas da alimentação natural, como é muito difícil conseguir isso vamos nos valer da
tecnologia de nossos tempos e usar suplementes.
10. CONHEÇA OS VALORES CALÓRICOS E DE MACRONUTRIENTES DOS ALIMENTOS. Para poder fazer uma dieta e
montar uma alimentação saudável é imprescíndivel conhecer esses valores, além de se ter uma boa tabela de
Indice Glicêmico de carboidratos. O site www.webcalc.com.br é uma boa fonte para conhecer esses valores. Eu,
toda vez que vejo uma dieta, que não esteja acompanhado dos valores acima, simplesmente passo por cima,
sem opinar. E não é má vontade, mas acho que quem quer ajuda, alguma dica, deve fazer o mínimo para ajudar
àqueles que se propõem à auxiliar. Em casa montei uma tabela no Excel que tornou extremamente fácil calcular
os valores que como.
11. Não seja extremamente radical. Procure seguir o mais perfeitamente possível essas dicas quando vc está em
dieta, diminuindo o BF, ou em ciclos ( a primeira dica então será estar em "superávit" calórica ). Para a
manutenção do corpo não é necessário contar cada caloria/proteína ingerida, nem planejar as refeições
cuidadosamente em torno das necessidades físicas posteriores. Após dois ou três meses seguindo à risca uma
dieta como essa, com uma tabela no Excel, vc irá perceber que quase não precisa mais pesar os alimentos e
usar a tabela para saber quanto está comendo. Na época de manutenção, use o bom senso. Lembre-se que seu
corpo é um instrumento para que sua vida se torne melhor, e não que sua vida é um instrumento para que você
aperfeiçoe seu corpo.
12. Reflita muito antes de usar medicamentos para obter um corpo melhor. Não existe um uso totalmente seguro
de esteróides, hormônios tireoidianos, clembuterol e ECAs. Pense bem. A saúde sempre será nosso bem mais
precioso, é só percebemos isso quando ela nos falta.

MANIPULANDO O CONSUMO CALÓRICO

· ganho de massa magra: quando o objetivo primordial da dieta é ganho de massa magra deve-se aumentar o
consumo calórico em aproximadamente 10-15% do que seria o consumo total para a manutenção do peso.
Assim, caso o consumo total em determinado dia fosse de 3000 calorias, se o objetivo central do plano alimentar
for o de ganho de massa deve-se adicionar a isso 300-450 calorias. Nos dias em que não houver treino de
hipertrofia não é necessário tal aumento. Tais valores devem ser modificados quando se usa esteróides;
· perda de gordura: da mesma maneira que se fez quando o objetivo era ganhar massa, agora devemos reduzir
o consumo em 10-15% do total. Devemos lembrar que, na fase de perda de gordura, é sempre aconselhável
acrescentar à rotina normal de treino 3-6 sessões de aeróbico por semana, de 30-45min de duração, o que
permitirá um consumo calórico um pouco maior devido ao aumento do FA. Mais do que isso pode representar
perda de massa magra, principalmente devido aos efeitos do cortisol. É necessário salientar que perdas acima
de 1 quilo por semana devem ser evitadas, já que isso claramente estaria canibalizando tecido muscular. Uma
exceção pode ser feita quando essa perda se refere claramente à perda de retenção hídrica. Nos dias em que
não haja treino de hipertrofia pode-se manter o consumo calórico normal ( isso se deve à três motivos. Primeiro
à tentativa de não haver queda no metabolismo, depois ao fato de poder haver maior perda de massa magra
quando há um déficit calórico sem estímulo hipertrófico. Ainda ao fato de que nos dias sem treino hipertrófico o
consumo calórico normal já será reduzido pelo baixo FA );
· ganho de massa magra e perda de gordura em físicos com médio desenvolvimento ou manutenção em físicos
altamente desenvolvidos: nesse caso pode se consumir exatamente a necessidade calórica necessária à
manutenção do peso corporal. Em físicos com grau médio de desenvolvimento acredito que poderá haver perda
de gordura e ganho de massa muscular simultaneamente, em menor grau do que se estivéssemos salientando
uma das duas opções metabólicas,
· ganho de massa magra e perda de gordura em físicos altamente desenvolvidos: para esse objetivo pode-se
tentar a metodologia sugerida no Anabolic Burst Cycling of Diet and Exercise (ABCDE) , pelo menos no que
concerne ao plano alimentar. Isso se traduz em variar 2 semanas com consumo calórico de fase de ganho de
massa com duas semanas com consumo de fase de perda de gordura.


CONSIDERAÇÕES FINAIS

Por fim, devemos levar em conta que qualquer plano alimentar racional não deve ocupar mais do que 45 minutos
do nosso dia em seu planejamento. Em meu caso, utilizarei duas planilhas no Excel para facilitar o planejamento
da dieta. Desse modo, a preparação do plano alimentar e dos lanches a serem consumidos ao longo do outro dia
não demorará mais do que 45 minutos.
Uma das planilhas refere-se somente à composição alimentar dos nutrientes, foi montada através dos valores do
livro Nutrição, de Guilherme Franco, selecionados os alimentos que eu mais consumo. A outra se refere à divisão
de nutrientes ao longo do dia/hora.
Para períodos de manutenção pretendo manter essa dieta 5-6 dias por semana, relaxando em um dos dias,
preferencialmente no domingo. Esse relaxamento não irá levar em conta razões metabólicas, e pode ser um dia
de consumo calórico mais alto ou mesmo mais baixo ( somente duas refeições ao longo do dia, etc ). Nos outros
dias irei manter o consumo calórico em acordo com as atividades que fizer.
E, a não ser no caso de atletas competitivos, seguir um plano alimentar não deve se tornar o foco principal da
vida. O objetivo final de qualquer pessoa deve ser o bem estar, e isso significa que talvez algumas gramas de
gordura a mais ou de músculos a menos possa ser tolerado. A obsessão por um corpo perfeito pode ganhar
contornos patológicos, de modo que devem ser evitadas atitudes muito extremas.
Em minha opinião, se o "dietista" conseguir seguir essa dieta com 80% de precisão já estará no caminho correto.

the man

Enterrando os Mitos da Musculação


Mito 1 - Você pode queimar gordura localizada

Não sei quantas vezes será preciso escrever no blog, é impossível queimar gordura local! Não adianta fazer aquelas aulas chiques para queimar gorduras localizadas, fazer milhões de abdominais para perder barriga. O corpo queima calorias como um todo e não de uma parte específica, se você realmente quer perder barriga por exemplo, o processo começa na cozinha, com a dieta e depois com aeróbicos. E não precisa fazer nenhuma aula afrescalhada, tente ir para a rua e corra 40 minutos por diam, isto vai surtir muito mais resultados e o melhor: é de graça!

Mito 2 - Pesos leves e bastante repetições ajudam na definição muscular

Pesos leves e bastante repetições ajudam aumentar a resistência física e muscular, mas nunca na definição. A única maneira de definir é alterando a dieta e fazendo aeróbicos.

Mito 3 - As proteínas devem ser o nutriente principal da sua dieta

A proteína é o nutriente chave para ganho de massa muscular, você deve ingerir uma grande quantidade por dia para manter o corpo em estado anabólico. Porém é necessário abastecer o corpo com energia também, lembre-se se você não consumir a quantidade necessária de carboidratos no dia, o seu corpo vai usar a proteína como fonte de energia.

Mito 4 - Elimine a gordura da dieta para evitar acúmulo de gordura

Parece óbvio não é ? Eliminando a gordura da dieta, você não acumula gordura. ERRADO! O corpo também pode acumular gordura através da ingestão de carboidratos, se você consumir carboidratos ruins (alto índice glicêmico), o seu corpo vai usar o que precisa para gerar energia rápida e acumular o resto em forma de gordura. E as gorduras(boas), são vitais para manter várias funções do corpo funcionando, principalmente na liberação de hormônios anabólicos. O que deve ser eliminado são as gorduras saturadas (ruins).

Mito 5 - Suplementos podem substituir uma dieta

Suplementos estão longe de ser alimentos, eles podem sim ajudar em uma dieta já elaborada, mas nunca substituí-la. O corpo tem um aproveitamento muito maior da comida. A melhor pedida é adicionar suplementos somente quando a dieta já está elaborada e voltada ao seus objetivos.

Mito 6 - Comer antes de dormir é ruim

Depende do que você define “comer”. Comer pizza e outras porcarias faz muito mal antes de dormir. Porém uma refeição rica em proteínas e moderadas em gorduras boas, são muito eficazes na recuperação muscular e mantêm o corpo abastecido durante a noite toda.

sábado, 21 de março de 2009

Musculação faz mal ao coração?


Complacência arterial

Uma característica importante do sistema circulatório é a capacidade dos vasos se distenderem. Quando a pressão dentro de um vaso aumenta, ele se dilata e, consequentemente, diminui a resistência à passagem do sangue. Graças a essa capacidade é possível que o fluxo sangüíneo seja relativamente contínuo nos pequenos vasos, apesar das grandes variações após cada batimento cardíaco (Guyton & Hall, 2000). Esta capacidade de distensão dos vasos é expressa como o aumento no volume para cada ponto de elevação da pressão [distensibilidade = aumento de volume/(aumento da pressão x volume original)].

Em estudos hemodinâmicos, no entanto, a análise da quantidade total de sangue que um determinado segmento vascular permite armazenar é mais importante do que simplesmente a sua distensibilidade. Este valor é denominado complacência vascular e é definido como o produto da distensibilidade pelo volume original ou simplesmente pela divisão do aumento do volume pelo aumento da pressão (Guyton & Hall, 2000). Algumas patologias, como a hipertensão arterial, causam diminuição na complacência arterial, no entanto, os mecanismos e implicações destas alterações ainda precisam ser melhores estudados (McVeigh, 1996; Lichtenstein et al., 1998).

Estudos

Recentemente, tem se discutido o efeito do treinamento resistido na complacência arterial para tentar sugerir que este tipo de atividade física seja maléfico ao sistema cardiovascular. No estudo inicial sobre o tema, pesquisadores australianos compararam 19 homens praticantes de musculação e 19 sedentários (todos jovens, com idade média de 26 anos) com relação à complacência arterial, impedância aórtica, rigidez regional da aorta e velocidade da onda de pulso (Bertovic et al., 1999). Apesar do ventrículo esquerdo ser maior em praticantes de musculação, os valores ajustados pela massa corporal não diferiam entre os grupos, reforçando a idéia que o aumento ventricular é uma adaptação funcional devida principalmente ao ganho de massa muscular, e não uma adaptação patológica como se acreditava antigamente. As propriedades mecânicas das artérias diferiam entre os grupos, com os praticantes de musculação mostrando menores valores de complacência em relação aos sedentários. No entanto, os resultados não revelaram nenhuma alteração funcional na função sistólica ou diastólica, incluindo análises da aorta, tanto que os autores sugerem que as implicações clínicas da menor complacência precisam ser melhor estudadas.

Em 2003, um estudo similar foi publicado por Motohiko Miyachi e colaboradores. O estudo envolveu 62 homens jovens (20 a 39 anos) e de meia idade (40 a 60 anos), divididos em sedentários e praticantes de musculação. Os praticantes de musculação apresentavam alterações favoráveis na composição corporal, com menores valores de percentual de gordura e relação cintura-quadril. Ao contrário dos resultados de Bertovic et al. (1999), não houve diferença na complacência arterial entre jovens praticantes de musculação e sedentários, no entanto, os homens de meia idade praticantes de musculação apresentavam menor complacência em relação aos sedentários da mesma faixa etária.

No ano seguinte, o mesmo Motohiko Miyachi apareceu como primeiro autor de um estudo experimental cujo objetivo foi avaliar se o treinamento de força reduz a complacência arterial em homens jovens (Miyachi et al., 2004). O estudo durou oito meses e envolveu 28 homens com idade entre 20 e 38 anos, divididos aleatoriamente em dois grupos: 1) controle - permaneceu sedentário durante o estudo; 2) treinamento resistido - praticou musculação três vezes por semana durante quatro meses e depois permaneceu sedentário nos quatro meses seguintes. De acordo com os resultados, os quatro meses de treinamento de força reduziram a complacência arterial, no entanto, os valores voltaram ao normal durante os quatro meses de destreino. No entanto, os demais parâmetros fisiológicos não foram alterados.

Posteriormente, Cortez-Cooper et al. (2005) realizaram um estudo com mulheres jovens (média de 29 anos) para avaliar se as alterações na rigidez arterial ocorreriam nesse grupo. Vinte e três mulheres praticaram treinamento de força durante 11 semanas enquanto outras 10 permaneciam sedentárias. Os resultados mostraram aumento na massa magra dos membros inferiores para praticantes de musculação. Apesar de ter confirmado aumento da rigidez arterial, tais alterações não foram acompanhadas de outras que poderiam indicar risco, como proteína C-reativa, viscosidade sangüínea e lipídeos sangüíneos (Cortez-Cooper et al., 2005). Além disso, os resultados revelaram que praticantes de musculação e sedentários apresentavam variações similares em alguns valores associados à complacência, o que pode sugerir variações sazonais.

No entanto, ao contrário aos estudos anteriores, Rakobowchuk et al. (2005) não encontraram efeitos do treinamento resistido na complacência arterial de homens jovens. Vinte e oito voluntários (idade média de 23 anos) participaram deste estudo de 12 semanas realizado por pesquisadores do Canadá e Holanda. O treino de força foi desenhado para promover ganhos de massa muscular e realizado cinco vezes por semana, com alternância de treinos A (músculos que "empurram"), B (músculos que "puxam") e C (membros inferiores). Os treinos foram realizados em intensidade máxima, de acordo com um modelo de periodização linear, iniciando com 10-12 repetições e terminando com 5-6. Os métodos utilizados para avaliar a complacência arterial foram os mesmos adotados anteriormente por Miyachi et al. (2003). Os resultados não mostraram alterações na rigidez ou complacência arterial, e nem em outros parâmetros como espessura da intima-média ou dimensões da carótida. Por outro lado, foram verificadas reduções na pressão de pulso braquial e carótida.

Implicações

Portanto, a controvérsia com relação aos efeitos no treinamento resistido na complacência arterial permanece, com dois estudos experimentais indicando redução e um outro apontado para ausência de efeitos. Entretanto, mesmo que seja encontrado tal efeito, deve-se analisar se há um comprometimento funcional, o que não foi reportado em nenhum dos estudos anteriores. A complacência parece estar inversamente relacionada com a quantidade de massa muscular (Convertino et al., 1988), tanto que a perda de massa muscular causa aumento da complacência (Convertino et al, 1989; Melchior et al., 1993). A sugestão é que a complacência seja menor quando há uma maior massa muscular para fornecer suporte estrutural e limitar a expansão dos vasos. De fato, nos estudos transversais citados anteriormente, os praticantes de musculação possuíam maior massa muscular que os sedentários (Bertovic et al., 1999; Miyachi et al., 2003).

Outro ponto a ser ressaltado é que uma maior complacência é associada à maior tolerância aos testes de pressão negativa (Lightfoot et al., 1994), como os usados para detectar síncope vasovagal. Tanto que um dos motivos pelo qual os astronautas têm intolerância a ficar na posição ortostástica após retornarem de seus vôos é o aumento da complacência, possivelmente devido à perda de massa muscular (Convertino et al, 1989). Portanto, a complacência deve ser mantida dentro limites fisiológicos, nem deve ser muito baixa nem muito alta. Aliás, se fossemos radicalizar diríamos para que se evitassem os exercícios aeróbios tendo em vista os supostos prejuízos à tolerância ortostática (van Lieshout, 2003; Ogoh et al., 2003)

As alterações encontradas na complacência não parecem ter repercussões negativas em nível funcional. Por exemplo, o mesmo grupo que encontrou as reduções na complacência arterial em homens de meia-idade praticantes de treinamento resistido (Miyachi et al., 2004) realizou um estudo para verificar se pessoas de meia-idade praticantes de treinamento de força teriam comprometimento do fluxo sangüíneo para os membros inferiores. Os resultados mostraram que o treinamento de força "influencia de maneira favorável a perfusão das pernas e a hemodinânica em idosos", tendo em vista que o fluxo sangüíneo total e condutância são maiores em praticantes de musculação (Miyachi et al., 2005). Também é importante lembrar que tais alterações positivas não são encontradas com exercícios aeróbios conforme mostram os estudos de Dziekan et al. (1998) e Dinenno et al. (2001).

Por que será que isso não é lembrando quando falam do assunto?? Aliás será que uma possível redução na complacência (caso ela seja verificada conclusivamente) superaria todos os benefícios conhecidos do treinamento resistido?? Estranho também é se esquecer que o treinamento resistido tem um modesto efeito redutor na pressão arterial, como sugerido nas metas-análises de Kelley (1997), Kelley & Kelley (2000) e Cornelissen & Fagard (2005) e é indicado pelas principais instituições de saúde do Mundo. Portanto, antes de se precipitar em sugerir que a queda de complacência encontrada em alguns estudos consista em um prova de que o treinamento de força seja prejudicial à saúde cardiovascular, é essencial verificar alguns pontos:

1) avaliar se a queda de complacência realmente ocorre.

2) caso ela ocorra, avaliar se a queda de complacência em função do treinamento resistido é uma adaptação funcional ou patológica.

3) avaliar se tal alteração causa prejuízos reais à saúde dos praticantes que sejam superiores aos benefícios conhecidos, de modo a causar sua contra-indicação.

quinta-feira, 19 de março de 2009

segunda-feira, 16 de março de 2009

Pescoço largo pode indicar risco cardíaco


Pescoço largo pode indicar risco cardíaco

A largura do pescoço pode ser um bom indicador de risco de ataque cardíaco, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos. Pesquisadores ligados à instituição americana Framingham Heart Study concluiram que mesmo aqueles com cintura relativamente fina (uma medida aceita para indicar possíveis problemas cardíacos) corriam maior risco se tivessem pescoços mais largos.
Para o estudo, apresentado em um encontro da American Heart Foundation, foram examinados mais de 3.300 homens e mulheres com média de 51 anos de idade.
Segundo o responsável pelo estudo, Jimmy Bell, do MRC Clinical Sciences Centre, a pesquisa mostra que a saúde depende não do quanto a pessoa acumula gordura, mas onde esta gordura é acumulada.
"O que não se quer é gordura ao redor do coração e do fígado e isso pode ocorrer mesmo que a pessoa pareça magra", disse ele.
ColesterolNeste estudo, a circunferência média dos pescoços masculinos era de 40,5cm e dos femininos, 34,2 cm. Quanto maior a circunferência, maiores os fatores de risco.
Para cada quase 3 cm a mais de pescoço, os homens apresentavam 2,2 miligramas a menos de bom colesterol por decilitro de sangue (mg/dl) e as mulheres, 2,7 mg/dl.
O bom colesterol transporta o colesterol ruim das células de volta para o fígado, facilitando sua eliminação e sendo benéfico ao organismo. Já o colesterol ruim faz o contrário, ajuda o colesterol a entrar nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura.
Os médicos consideram que ter menos de 40mg/dl do bom colesterol nos homens e 50 mg/dl nas mulheres, representa risco cardíaco.
O estudo não encontrou relação entre o tamanho do pescoço e os níveis de colesterol ruim, mas sim para a quantidade de glicose no sangue. Para cada 3 cm a mais de pescoço, os homens apresentavam 3mg/dl a mais e as mulheres, 2,1mg/dl a mais.
Pessoas em jejum tendem a apresentar níveis de glicose abaixo de 100 mg/dl e um aumento é considerado um indicador confiável de que o indivíduo vai ter problemas. O professor Bell disse que a forma mais eficiente de modificar uma situação de risco não são dietas, mas sim uma rotina de exercícios.
de ataque cardíaco, de acordo com um estudo feito nos Estados Unidos. Pesquisadores ligados à instituição americana Framingham Heart Study concluiram que mesmo aqueles com cintura relativamente fina (uma medida aceita para indicar possíveis problemas cardíacos) corriam maior risco se tivessem pescoços mais largos.
Para o estudo, apresentado em um encontro da American Heart Foundation, foram examinados mais de 3.300 homens e mulheres com média de 51 anos de idade.
Segundo o responsável pelo estudo, Jimmy Bell, do MRC Clinical Sciences Centre, a pesquisa mostra que a saúde depende não do quanto a pessoa acumula gordura, mas onde esta gordura é acumulada.
"O que não se quer é gordura ao redor do coração e do fígado e isso pode ocorrer mesmo que a pessoa pareça magra", disse ele.
ColesterolNeste estudo, a circunferência média dos pescoços masculinos era de 40,5cm e dos femininos, 34,2 cm. Quanto maior a circunferência, maiores os fatores de risco.
Para cada quase 3 cm a mais de pescoço, os homens apresentavam 2,2 miligramas a menos de bom colesterol por decilitro de sangue (mg/dl) e as mulheres, 2,7 mg/dl.
O bom colesterol transporta o colesterol ruim das células de volta para o fígado, facilitando sua eliminação e sendo benéfico ao organismo. Já o colesterol ruim faz o contrário, ajuda o colesterol a entrar nas células, fazendo com que o excesso seja acumulado nas artérias sob a forma de placas de gordura.
Os médicos consideram que ter menos de 40mg/dl do bom colesterol nos homens e 50 mg/dl nas mulheres, representa risco cardíaco.
O estudo não encontrou relação entre o tamanho do pescoço e os níveis de colesterol ruim, mas sim para a quantidade de glicose no sangue. Para cada 3 cm a mais de pescoço, os homens apresentavam 3mg/dl a mais e as mulheres, 2,1mg/dl a mais.
Pessoas em jejum tendem a apresentar níveis de glicose abaixo de 100 mg/dl e um aumento é considerado um indicador confiável de que o indivíduo vai ter problemas. O professor Bell disse que a forma mais eficiente de modificar uma situação de risco não são dietas, mas sim uma rotina de exercícios.

Fernando Cunha.